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Vacinação contra dengue do Butantan é suspensa temporariamente no país.

  • Foto do escritor: ANDRE BRITO
    ANDRE BRITO
  • 10 de jun.
  • 2 min de leitura

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização contra a dengue no país com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.


A pasta informou que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.


“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que Ministério da Saúde, Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e Butantã aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reação adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse em coletiva de imprensa.


“O Ministério da Saúde tem total confiana na capacidade institucional do Butantã”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a A decisão estratégica do MS sobre a descontinuidade não invalida a e cácia da vacina do Instituto Butantan redução e eliminação de doenças no país.


A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde. Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantã foram aplicadas em todo o país. O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Na ocasião, o Ministério da Saúde adotou a estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, passou a vacinar a população em três municípios-piloto: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).


Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO). Em fevereiro, o SUS passou a vacinar contra a dengue os profissionais de saúde da atenção primária, com a previsão de imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente, de unidades básicas de saúde, por exemplo.


O Ministério da Saúde destaca que a decisão de descontinuar a estratégica de vacinaão não invalida a eficácia da vacina. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue. A decisão recomendada pelo sistema de farmacovigilância ganha tempo para fazer estudos adicionais para encontrar eventuais fatores de risco. Serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização.

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