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Desde sua fundação como núcleo habitacional, Cidade Ocidental passou por transformações profundas, crescendo como parte da região metropolitana do Distrito Federal e do Entorno Sul. A proximidade com Brasília continua sendo um fator determinante no perfil demográfico e socioeconômico da cidade, porém há muitos anos a cidade deixou de ser considerada "dormitório", pois tem se desenvolvido de forma acelerada, tanto socioeconomicamente quanto politicamente.

Segundo o IBGE, o Censo de 2022 registrou uma população de 91.767 habitantes, um crescimento expressivo em relação às décadas anteriores. Esse número coloca Cidade Ocidental como o 17º município mais populoso do estado de Goiás, mostrando sua importância regional e a evolução demográfica constante.

Expansão Urbana

Expansão Urbana

A construção de Brasília, inaugurada em 1960, provocou intensas transformações demográficas na região Centro-Oeste. A promessa de melhores condições de vida atraiu milhares de brasileiros de diferentes estados, que passaram a migrar continuamente para a nova capital e seu entorno. Com pouco mais de dezesseis anos de existência, Brasília já enfrentava sérias limitações em sua capacidade de expansão urbana.

Planejada para abrigar cerca de 600 mil habitantes até o ano 2000, a capital federal rapidamente superou essas projeções. As cidades satélites não conseguiam acompanhar o crescimento populacional, o que resultou em ocupações irregulares, déficit habitacional, precariedade na infraestrutura e expansão urbana desordenada. Diante desse cenário, tornou-se necessária a criação de novos núcleos habitacionais fora dos limites do Distrito Federal.

Em 1987, a localidade foi elevada à condição de distrito, subordinado ao município de Luziânia, com uma população de milhares de habitantes e centenas de unidades habitacionais já construídas.

A Formação de Cidade Ocidental

Foi nesse contexto que surgiu Cidade Ocidental, fundada em 15 de dezembro de 1976, na Fazenda Aracati, de propriedade de João Batista. O empreendimento foi idealizado pela Construtora Ocidental, pertencente a Cleto Meireles, de quem a cidade herdou o nome.

 

A estratégia de divulgação utilizada para a venda das primeiras casas foi inovadora para a época, com campanhas em rádio, televisão e jornais, recursos geralmente restritos a grandes empresas. Comerciais veiculados no início da década de 1980 destacavam a infraestrutura já existente, como rede elétrica, transporte coletivo para importantes cidades do Distrito Federal (Gama, Plano Piloto e Taguatinga), escolas de ensino fundamental e a isenção da taxa de água, benefício mantido até aproximadamente 1984.

 

Esses atrativos impulsionaram a migração de famílias que viviam em condições precárias no Distrito Federal, fortalecendo o sonho da casa própria. No entanto, a recessão econômica dos anos 1980 provocou um período de esvaziamento urbano, com abandono de imóveis e despejos decorrentes da inadimplência.

Apesar das dificuldades, a construção das Superquadras prosseguiu. Após a atuação inicial da Construtora Ocidental, a empresa Contrumat deu continuidade às obras, consolidando o núcleo urbano até a finalização da última superquadra.

A Formação de Cidade Ocidental
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Evolução Política e Administrativa

Evolução Política e Administrativa

Até o final da década de 1980, Cidade Ocidental era apenas um núcleo habitacional. Em 1989, foi elevada à condição de Distrito de Luziânia, situação que gerava desconforto aos moradores, uma vez que a cidade ainda não possuía autonomia administrativa e precisava ser identificada oficialmente como bairro de outro município.

A mobilização popular e política resultou na emancipação político-administrativa em 9 de dezembro de 1990, marco fundamental na história local. A primeira eleição municipal ocorreu em 3 de outubro de 1992, e a instalação oficial do município deu-se em 1º de janeiro de 1993.

Primeira Administração Municipal (1993–1997)

  • Prefeito: Antônio Lima

  • Vice-prefeito: Professor Manoel de Lima

 

Vereadores eleitos:

  • Juscelino Ferreira

  • José Teotônio

  • Inácio Calazâncio

  • José Tavares

  • Darilho Antônio

  • Sônia de Melo

  • Luiz Vieira

  • Mauro Abadia

  • Agnaldo Pereira

 

Ao lado, foto dos primeiros vereadores eleitos.

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Cultura, Lazer e identidade social

Cultura, Lazer e identidade social

A partir da década de 1980, mesmo diante das limitações urbanas, a população passou a construir formas próprias de lazer e expressão cultural. Clubes noturnos, bailes e eventos comunitários desempenharam papel fundamental na formação da identidade cultural da cidade.

O Clube Vem Viver, localizado na Superquadra 13, destacou-se como um dos principais espaços de convivência juvenil, reunindo centenas de jovens ao som de estilos musicais populares da época, como o funk e o rock. Posteriormente, o espaço passou a se chamar Holiday, ampliando sua projeção regional com a realização de eventos culturais, desfiles, concursos de dança e shows.

A cena cultural local também foi marcada pelo surgimento de grupos de dança e bandas musicais, que contribuíram para a valorização da juventude e o fortalecimento do sentimento de pertencimento comunitário. Entre os destaques estavam os grupos Demos Funk, Grand Masters Dance e bandas como Nomes Feios, que se consolidou como referência do rock local e segue em atividade.

Essas manifestações culturais tiveram importante papel social, ao incentivar a organização coletiva, afastar jovens do ócio e promover valores como disciplina, cooperação e criatividade. Muitas dessas iniciativas anteciparam práticas hoje adotadas por projetos sociais e culturais em comunidades urbanas.

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